O prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), afirmou que os primeiros meses de sua gestão serão focados na adoção de medidas para contenção de despesas.
Segundo ele, as ações serão anunciadas logo no primeiro dia útil do ano, em 02 de janeiro de 2017. Ele toma posse no dia 1º, domingo.
Entre as preocupações do peemedebista, estão os restos a pagar deixados pelo prefeito Mauro Mendes (PSB). A equipe de transição já identificou, até o momento, cerca de R$ 50 milhões em dívida, sem contar o setor da Saúde.
“O que já detectamos em restos a pagar está em torno de R$ 50 milhões, fora a saúde, que ainda está sendo levantada. Isso tudo preocupa e vai exigir muito mais do próximo prefeito. A situação é delicada. Vai exigir muito cuidado. O próprio prefeito Mauro já tinha avisado que precisa ter cuidado, porque o momento é delicado”, disse.
Vou anunciar no dia 2 de janeiro várias medidas efetivas para contenção dos gastos públicos, contingenciamento, não-nomeações
“Não quero antecipar, mas vou anunciar no dia 2 de janeiro várias medidas efetivas para contenção dos gastos públicos, contingenciamento, não-nomeações. Uma série de medidas que não posso adiantar agora porque ainda estamos estudando”, afirmou.
Durante a campanha eleitoral, o peemedebista já havia falado em otimizar os gastos e revisar contratos. Segundo ele, o objetivo era economizar até 15%. Entre as possíveis medidas, a demissão de servidores comissionados é dada como certa.
“Medidas de gestão serão o foco neste início, porque estou muito preocupado com a situação. Quero a manutenção do equilíbrio fiscal, a estabilidade e combate aos desperdícios e contenções de despesas. Então, estou focado nisso. As [medidas] de Governo ainda estou avaliando, talvez, vou deixar mais para frente”, disse.
Sem críticas
Apesar disso, Emanuel disse não criticar o atual prefeito. Assim que sentar na cadeira de chefe do Executivo Municipal, irá avaliar a situação do Palácio Alencastro, divulgar e “olhar para frente”.
“Antes de sentar na cadeira, não quero criticar o atual prefeito, não tenho esse direito e acho que seria falta de ética. Deixa eu sentar lá, conhecer. Depois, vou mostrar para a população como está a Prefeitura e ‘bora pra frente’ [slogan de sua campanha]. Vamos olhar para o futuro, investindo, organizando e melhorando a vida das pessoas”, afirmou.
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